Império Bizantino?

É já um hábito, que quase ninguém questiona, assinalar um dito Império Bizantino constituído aquando da fundação da cidade de Constantinopla, a Nova Roma do Imperador Constantino, em 324 d.C., e extinto em 1453 por conquista dessa cidade pelos turcos otomanos do Sultão Maomé II. Apenas é de não esquecer que se trata de uma designação que muitos aceitam por mera conveniência. Na realidade, o Império Bizantino nunca existiu. O que houve foi um Estado Romano, o Império Romano do Oriente, cuja capital era Constantinopla.

Os seus habitantes apelidavam-se, a si próprios, de romaioi (romanos), ou simplesmente cristãos, e chamavam ao seu país Romania. Só eram designados como byzantios aqueles que fossem especificamente naturais da cidade de Constantinopla, cujo núcleo original, era a antiga cidade grega de Bizâncio, que compreendia uma pequena área da nova cidade expandida por Constantino.

Para os europeus ocidentais, os habitantes da parte oriental do Império Romano eram geralmente denominados de graeci (gregos), tal como os eslavos que lhes chamavam greki, mas os árabes e os turcos classificavam-nos de rum (romanos).

O termo Byzantinus, enquanto designação do Império e respetivos habitantes, só começou a ser utilizado no Renascimento europeu.

(baseado em Cyril Mango - Bizâncio, o Império da Nova Roma, 1980)

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