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Revolução Francesa, a Vontade Geral

Na obra "A Revolução Francesa" , o autor Pierre Gaxote explica a noção de  Vontade Geral enquanto apologia da tirania dos governantes "iluminados". Rousseau... estabelece as bases da sociedade futura, que assegurará aos homens o exercício dos direitos naturais. Tais fundamentos são: a igualdade completa dos associados, a alienação dos direitos de cada um em proveito da coletividade, a subordinação dos contratantes à Vontade Geral. Entendamo-nos sobre o sentido desta expressão. A Vontade Geral não é a vontade do maior número, mas sim a voz profunda da consciência humana, tal como ela deveria falar em cada um de nós e tal como ela se exprime pela boca dos cidadãos mais virtuosos e esclarecidos. Em resumo: a Vontade Geral define-se, portanto, com um sistema filosófico. (...) A propriedade, a família, a corporação, a cidade, a província, a pátria e a igreja são outros tantos obstáculos a abater. Objetar-se-á que a maior parte dos cidadãos os respeitam, sentem-se be...

Portugal, a Independência

Em 1071, o antigo Condado Portucalense é extinto. Em 1095/6, criação do novo Condado Portucalense pelo Rei D. Afonso VI de Leão e sua entrega em doação hereditária ao genro, o Conde D. Henrique de Borgonha, e a sua filha D. Teresa. A 24 de Junho de 1128, batalha de São Mamede, os Portugueses libertam-se do poder da nobreza da Galiza que controla D. Teresa, e D. Afonso Henriques ascende a Conde depondo a sua mãe. A 25 de Julho de 1139, batalha de Ourique, D. Afonso Henriques aclamado Rei dos Portugueses assume esse título sem requerer permissão ao Imperador D. Afonso VII, o que manifesta os seus propósitos independentistas. A 4/5 de Outubro de 1143, conferência de Zamora, o Imperador da Hispânia, D. Afonso VII, reconhece o título de Rei a D. Afonso Henriques, conquanto este se mantenha seu vassalo. A 13 de Dezembro de 1143, D. Afonso Henriques envia a carta  Clavis regni  ao Papa Inocêncio II propondo-lhe a vassalagem direta de Portugal à Santa Sé, o que significa deixar de ser vassalo ...

Heráldica Portuguesa, Carta Régia de 21 de Maio de 1476

Dom Afonso etc. A quantos esta minha carta virem, faço saber que a mim me praz, movido por alguns justos respeitos, que rei d'armas, arauto, nem passavante, nem outra nenhuma pessoa, possa ordenar nenhumas armas por mim novamente dadas, nem por outra maneira alguma confirmadas, senão Portugal meu rei d'armas. Que me praz e quero que em sua vida este cargo tenha e outra alguma pessoa não, posto que em algum tempo seja mudado o nome de Portugal, por qualquer maneira que seja, e assim tenha como ora tem o livro do registo do tombo das ditas armas por mim novamente dadas e por ele ordenadas, e das armas de todos os fidalgos antigos, e de linha direita, e quero que haja de cada uma pessoa a que assim as ditas armas ordenar por meu mandado e por qualquer outra maneira, um marco de prata de seu foro, assim como haviam os outros reis d'armas que antes dele foram. E porem mando aos meus chanceleres e escrivães da minha chancelaria, e a quaisquer outros reis d'armas, que acontece...

A Bandeira Nacional de Portugal

Breve estudo, divulgação de material, e opiniões pessoais sobre a Bandeira Nacional. Por Sérgio Sodré de Castro   A Assembleia Nacional Constituinte decreta: 1º A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde-escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto à união das duas cores, terá o escudo das Armas Nacionais, orlado de branco e assentando sobre a esfera armilar manuelina, em amarelo e avivado de negro. As dimensões e mais pormenores de desenho, especialização e decoração da bandeira são os do parecer da comissão nomeada por decreto de 15 de Outubro de 1910, que serão imediatamente publicados no Diário do Governo. 2º O Hino Nacional é A Portuguesa. Lisboa, em 19 de Junho de 1911. - A Mesa da Assembleia Nacional Constituinte, Anselmo Braamcamp Freire, Presidente - José Miranda do Valle, Primeiro Secretário - Carlos António Calixto, Segundo Secretário. Diário do Governo de 8 de Julho 1911.   Relevo alguns pontos: ...

Fernão de Magalhães, a Circum-navegação da Terra

Datas principais da concretização da circum-navegação da Terra, em duas etapas, por Fernão de Magalhães: A 25 de março de 1505, partiu de Lisboa para a Índia na armada do 1º vice-rei da Índia D. Francisco da Almeida. Em meados de agosto de 1511, bateu-se na conquista de Malaca, onde já estivera em 11 de setembro de 1509 na armada pioneira de Diogo Lopes de Sequeira. De novembro de 1511 à segunda metade de 1512, terá participado na armada de António de Abreu que, saindo e regressando a Malaca, percorreu as Molucas do Sul (Buru, Ambon, Seram, Banda). A 11 de janeiro de 1513, saiu de Malaca de regresso a Lisboa. A 20 de outubro de 1517, chegou a Sevilha. A 10 de agosto de 1519, parte de Sevilha ao comando da armada que visa alcançar as ilhas Molucas por via ocidental. A 27 de abril de 1521, foi morto numa batalha na ilha de Mactan, junto à de Cebu, nas Filipinas. Fernão de Magalhães deve ser considerado o primeiro homem a dar uma volta ao mundo, uma circum-navegação pelos oceâni...