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O Brasão de Portugal

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- Das Quinas - Quanto à sua origem e significado, a versão mais antiga que se conhece foi divulgada pelo conde D. Pedro (filho bastardo do rei D. Dinis), 1287-1350, na sua "Crónica Geral de Espanha", de 1344. No capítulo DXLI, intitulado "Como e por qual razão chamaram o condado de Portugal", escreve:   ... foy posto o nome a terra Portugal. E quando el rei dom Afonso deu esta terra ao conde dom Henrique em casamento com sua filha, mandou que lhe chamassem o condado de Portugal. E este conde dom Henrique houve um filho desta sua mulher dona Teresa, que houve o nome dom Afonso e foi feito rei  em na batalha que houve com os V reis em o campo de Ourique. E, depois da lide, mudou os sinais das suas bandeiras, cá, antes da lide, trazia as armas brancas como seu padre e, depois da lide, pôs em no seu pendão V escudos azuis, por memória dos V reis que vencera, e pose-os em cruz, por relembrança da cruz em que Nosso Senhor Jesus Cristo teve as espáduas, e, em cada um e...

Império Bizantino?

É já um hábito, que quase ninguém questiona, assinalar um dito Império Bizantino constituído aquando da fundação da cidade de Constantinopla, a Nova Roma do Imperador Constantino, em 324 d.C., e extinto em 1453 por conquista dessa cidade pelos turcos otomanos do Sultão Maomé II. Apenas é de não esquecer que se trata de uma designação que muitos aceitam por mera conveniência. Na realidade, o Império Bizantino nunca existiu. O que houve foi um Estado Romano, o Império Romano do Oriente, cuja capital era Constantinopla. Os seus habitantes apelidavam-se, a si próprios, de romaioi  (romanos), ou simplesmente cristãos, e chamavam ao seu país  Romania. Só eram designados como  byzantios  aqueles que fossem especificamente naturais da cidade de Constantinopla, cujo núcleo original, era a antiga cidade grega de Bizâncio, que compreendia uma pequena área da nova cidade expandida por Constantino. Para os europeus ocidentais, os habitantes da parte oriental do Império Romano eram geralmente den...

As Cartas de Brasão de Armas

As cartas de brasão de armas eram documentos públicos que conferiam oficialmente a um determinado indivíduo o direito ao uso do brasão de armas nelas definido juntamente com o reconhecimento da sua condição de nobre, no mínimo de fidalgo de cota de armas ou então de fidalgo de linhagem caso já descendesse de fidalgos. Consoante o diploma, podem ser classificadas da forma seguinte: Cartas Régias de Mercê Nova - diplomas de criação e concessão pelo Soberano de um brasão novo a favor de um indivíduo e transmissível a todos os descendentes (a primeira conhecida é de 1438). Cartas Régias de Nobreza por Certidão - diplomas pelos quais os oficiais públicos competentes (o Rei de Armas Portugal), em seu nome e por autoridade das suas funções, reconheciam, ordenavam e certificavam, bem como registavam em favor de determinado indivíduo já nobre, um brasão de armas a que tivesse direito por seus ascendentes. Cartas Régias de Brasão de Armas de Nobreza e Fidalguia - diplomas pelos quais o So...

A Batalha de Ourique, os Cinco Reis Mouros

A batalha de Ourique foi travada aos 25 dias de Julho de 1139, dia de Santiago, no Alentejo, com as fases cruciais do confronto a ocorrerem na colina de São Pedro das Cabeças, entre as forças do nosso primeiro rei e um exército islâmico almorávida. Está diretamente associada à aclamação de Afonso Henriques como rei pela nobreza guerreira, logo antes do confronto ou logo depois, passando o infante a intitular-se Rei dos Portugueses, sem qualquer autorização de Afonso VII de Leão e Castela, Imperador da Hispânia. À época, a povoação mais relevante nas proximidades era a de Ourique, mas hoje é a vila de Valverde situada 4 km a noroeste de São Pedro das Cabeças. A assinalar o local, temos um monumento de 1940 completado por outro de 1989, bem como uma pequena ermida mandada fazer pelo rei D. Sebastião, em 1573, no mesmo sítio onde existia uma outra, rústica e então em derrocada, mandada erigir pelo próprio D. Afonso Henriques logo depois da batalha. A crónica  Vida de São Teotónio (1082 ...

Os Descobrimentos Portugueses, a Alimentação no Mundo

O mundo lusitano em movimento teve um impacto inapagável na Europa, na Ásia, em África e nas Américas. O movimento de mercadorias como a pimenta, as especiarias e o açúcar alterou a alimentação dos europeus e os seus hábitos culinários. Se há casos em que é possível afirmar, com uma confiança razoável, que os portugueses foram os primeiros a introduzir plantas de uma região do mundo noutra, há também outras ocorrências onde, não tendo a primazia, a sua ação foi importante. A introdução do milho e da mandioca na África Ocidental teve repercussões demográficas. Efetivamente, nenhuma nação isolada pode rivalizar com os portugueses no feito de terem alterado e melhorado a alimentação de tanta gente através da transplantação de culturas alimentares e da movimentação de produtos agrícolas. Tecnologias de cultivo também foram transferidas. vd. A.J.R. Russell-Wood, Um Mundo em Movimento - os Portugueses na África, Ásia e América (1415-1808), Difel,1998.   Os Portugueses chegaram no sec. XV...

Revolução Francesa, a Vontade Geral

Na obra "A Revolução Francesa" , o autor Pierre Gaxote explica a noção de  Vontade Geral enquanto apologia da tirania dos governantes "iluminados". Rousseau... estabelece as bases da sociedade futura, que assegurará aos homens o exercício dos direitos naturais. Tais fundamentos são: a igualdade completa dos associados, a alienação dos direitos de cada um em proveito da coletividade, a subordinação dos contratantes à Vontade Geral. Entendamo-nos sobre o sentido desta expressão. A Vontade Geral não é a vontade do maior número, mas sim a voz profunda da consciência humana, tal como ela deveria falar em cada um de nós e tal como ela se exprime pela boca dos cidadãos mais virtuosos e esclarecidos. Em resumo: a Vontade Geral define-se, portanto, com um sistema filosófico. (...) A propriedade, a família, a corporação, a cidade, a província, a pátria e a igreja são outros tantos obstáculos a abater. Objetar-se-á que a maior parte dos cidadãos os respeitam, sentem-se be...

Portugal, a Independência

Em 1071, o antigo Condado Portucalense é extinto. Em 1095/6, criação do novo Condado Portucalense pelo Rei D. Afonso VI de Leão e sua entrega em doação hereditária ao genro, o Conde D. Henrique de Borgonha, e a sua filha D. Teresa. A 24 de Junho de 1128, batalha de São Mamede, os Portugueses libertam-se do poder da nobreza da Galiza que controla D. Teresa, e D. Afonso Henriques ascende a Conde depondo a sua mãe. A 25 de Julho de 1139, batalha de Ourique, D. Afonso Henriques aclamado Rei dos Portugueses assume esse título sem requerer permissão ao Imperador D. Afonso VII, o que manifesta os seus propósitos independentistas. A 4/5 de Outubro de 1143, conferência de Zamora, o Imperador da Hispânia, D. Afonso VII, reconhece o título de Rei a D. Afonso Henriques, conquanto este se mantenha seu vassalo. A 13 de Dezembro de 1143, D. Afonso Henriques envia a carta  Clavis regni  ao Papa Inocêncio II propondo-lhe a vassalagem direta de Portugal à Santa Sé, o que significa deixar de ser vassalo ...